O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Vamos falar de sororidade?

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Hoje quero falar sobre a amizade entre mulheres: a amizade real e profunda que pode existir entre nós e o quanto isso pode nos nutrir umas às outras. Uma amiga de verdade é como uma irmã, não de sangue, mas de coração e alma e por isso muitas vezes até mais próxima que uma irmã. Amigas de verdade são nosso porto seguro.

Parece que se forma uma espécie de um campo psicológico e energético específico quando estamos só entre mulheres, sejam duas, sejam mais! Os homens também quando estão só entre eles estão em um “reino” diferente mas não é deles que quero falar aqui.

Existe um conjunto de experiências que vivemos, que só podem ser compartilhadas com outras mulheres, porque muitas vezes os homens não conseguem entender do que nós estamos falando. Parece em relação a certas coisas existe um abismo de comunicação entre mulheres e homens. Não por má vontade, nem descaso. Mas é que a gente tem um universo de experiências, em muitos aspectos, bem diferente do deles. Então são as mulheres que podem nos oferecer ressonância emocional, a comunicação profunda, a sensação de ser de fato compreendida. É tão bom sentir isso, não?

Esse campo feminino é muito forte, mas é importante frisar que ele não é sempre maravilhoso, não somos santas. Se estivermos no pior do feminino esse pode ser um espaço de inveja, fofocas, manipulação e joguinhos.
Por outro lado, no seu melhor é um campo acolhedor, nutritivo e altamente transformador! No primeiro caso nos vemos como rivais, no segundo como irmãs!
Podemos desenvolver entre nós um tipo de solidariedade – que acredito que vem da capacidade de se colocar no lugar da outra – que é preciosa! A gente chama essa solidariedade de sororidade! A palavra vem de soror, que em latim quer dizer irmã, como fraternidade vem de frater, irmão!

Essa linda nova palavra, SORORIDADE, vem descrever um tipo de relacionamento possível entre mulheres, que não é que é novo, mas vinha sendo pouco valorizado nesse mundo competitivo. Competição pelo sucesso profissional, pela “maior ou melhor” qualquer coisa, seja beleza, elegância, grana, poder, sensualidade, popularidade…E, não menos importante, pela conquista dos homens: sempre rivais, sempre nos comparando, julgando, medindo. É aquela outra que quer roubar o meu cargo, meu homem, meu espaço público, meu prestígio, etc etc. Aquela outra que é minha rival e com quem eu comparo meu corpo, minhas roupas, meu sucesso, minhas conquistas amorosas, ete etc
Que triste!

Ao contrário, quando vejo cada mulher e suas experiências– tristes, sofridas, boas, venturosas, violentas, difíceis, prazerosas – como um espelho para mim e percebo que aquela história dela poderia ter acontecido comigo, eu a vejo como irmã. Quando assumo que suas conquistas e derrotas também poderiam/podem ser as minhas e com elas aprendo e me amplio como mulher estou nesse “reino rico e acolhedor” da Sororidade!

PS: A ilustração desse post é um desenho que fiz simbolizando uma Grande Mãe Cósmica que acolhe, nutre e protege todas nós mulheres no seu infinito abraço sagrado. E quando estamos no “espaço” dessa Grande Mãe compartilhada somos todas irmãs.

1 comentário

  1. Ana disse:

    Os homens parecem ter os momentos só deles : futebol, cerveja no bar…. As mulheres parecem ter muito poucos. Eu acho que viajar, porém, é uma nova oportunidade que tem surgido para mulheres. Eu já fiz viajens românticas ou com amigos homens, mas digo, viajar com amigas não tem preço ! Eu A-D-O-R-O, acho que é um momento nosso, testamos nossa assertividade fazendo os roteiros ; nos enriquece e aumenta a auto estima. Infelizmente as vezes acho difícil ter companhia ; antigamente era um absurdo uma mulher comprometida viajar sem o companheiro ; hoje isso mudou muito, mas ainda muitas deixam de fazer isso e ás vezes só falta um pouco de coragem e organização !

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