O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Sábias palavras de uma velha sábia: Marion Woodman

Cultivar a alma é permitir que a essência eterna penetre e experimente o mundo externo por todos os orifícios do corpo: vendo, sentindo o aroma e o sabor, ouvindo, tocando – de tal maneira que a alma cresça durante sua permanência na terra. Cultivar a alma é descobrir-se um ser eterno habitando um corpo temporal. É por isso que sofre e aprende pelo coração.

As histórias são poderosos veículos femininos de comunicação. Por sua própria natureza, transportam-nos ao reino imaginário. As histórias nos alimentam a alma, principalmente quando narradas à partir de uma profunda fonte interior de verdade.

A linguagem deixa as mulheres na mão quando elas precisam expressar suas experiências porque foram emudecidas por séculos de treinamento. Estamos acostumadas a uma mentalidade e um estilo de comunicação masculinos.

É preciso encontrar um cerne interior que valorize a vida, que nos leve a ela, que não nos faça recuar diante dela. Valorizar inclui o sofrer, mas um sofrer que nos abra para o amor.

Onde você tenta encontrar segurança, se não tem mundo interno?

O feminino não se interessa em estar no topo; o feminino se dedica à vida nesse momento. Dedica tempo para olhar as árvores;dedica tempo à construção de relacionamentos de profundidade, a ser levado por aquela força que confia que existe um significado inerente a essa vida.

A disciplina é uma parte importante do processo. As pessoas não gostam dessa palavra, pois associam a disciplina com opressão. Mas na verdade, disciplina tem a mesma raíz de discípulo, que significa se enxergar pelos olhos do mestre que o ama. Temos esse mestre dentro de nós e temos também o animal selvagem que precisa ser disciplinado com amor. Precisamos de sua energia instintiva e sabedoria.

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