O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Pensamentos e Imagens

Minha vida foi muito difícil. Nada foi com muita leveza, foram processos muito profundos, muito difíceis, muito trabalhados. Muito Perséfone. Como Perséfone, quando a terra se abre e ela é raptada, algo parecido acontecia comigo….Eu olhei para a morte muito cedo! Aos três anos eu tive que encarar a morte. Sair da Alemanha, outra morte. Perda das conexões, a perda das tias, a perda da avó, a perda de qualquer vínculo que pudesse ter com mãe, com pessoas ligadas a ela. Foram quebras mesmo…. em algum momento, bem mais velha, eu reconheci o positivo de não ter espelho. Todos os espelhos que eu olhava, eu não me reconhecia. Então eu tive que buscar dentro da minha profundeza, tive que me espelhar em mim mesma. Tem uma solidão muito grande nisso, porque você olha e você vê que não tem turma. Mas isso também me faz única, especifica.

Trecho da entrevista de Monika von Koss falando de sua jornada, do livro “O FEMININO E O SAGRADO – MULHERES NA JORNADA DO HERÓI”.

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