O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

O Convite, de Oriah Montain Dreamer


Esse forte convite para deixar de lado o que é convencional e valorizar o essencial está ressoando na minha cabeça desde que o lí pela primeira vez, pouco tempo atrás. Sua autora é Oriah, uma americana que recebeu o nome de Sonhadora da Montanha num ritual xamânico. A tradução abaixo é minha; o original está no site dela, http://www.oriahmountaindreamer.com/.

O CONVITE

Não me interessa o que você faz para viver. Quero saber o que você deseja ardentemente, e se ousa sonhar encontrar o que seu coração anseia.

Não me interessa quantos anos você tem. Quero saber se você se arrisca a parecer um tolo por amor, para viver seu sonho, pela aventura de estar vivo.

Não me interessa que planetas estão em conjunção com sua Lua. Quero saber se você já tocou o centro de sua tristeza, se você se tornou mais aberto com as traições da vida ou se ficou murcho e fechado pelo medo de ser ferido novamente.

Quero saber se você é capaz de sentar-se com a dor, a minha ou a sua, sem fazer nada para escondê-la, ou subestimá-la, ou resolve-la.

Quero saber se você é capaz de ficar com a alegria, a minha ou a sua, se pode dançar loucamente deixando que o êxtase o inunde dos pés à cabeça, sem nos aconselhar a sermos cautelosos, ou realistas, ou nos lembrar das limitações dos seres humanos.

Não me interessa se a historia que está me contando é verdadeira. Quero saber se você é capaz de desapontar alguém para ser verdadeiro consigo mesmo. Se é capaz de aguentar a acusação de ser traidor e não trair sua alma. Se pode ser infiel e, portanto, pode ser fiel de verdade. 

Quero saber se você é capaz de ver beleza mesmo naquilo que não é belo, todos os dias. E se pode nutrir sua própria vida a partir disso. 

Quero saber se você é capaz de viver com o fracasso, o meu e seu, e mesmo assim postar-se na beira de um lago e gritar para o prateado reflexo da Lua Cheia: “Sim”.

Não me interessa saber onde você vive ou quanto dinheiro você tem. Quero saber se você é capaz de levantar-se depois de uma noite de luto e desespero, exausto e ferido até os ossos, e fazer o que é preciso para alimentar as crianças. 

Não me interessa quem você conhece ou como chegou aqui. Quero saber se você vai ficar comigo no centro do fogo sem fugir.

Não me interessa onde, ou o que, ou com quem você estudou. Quero saber o que o sustenta internamente quando tudo desmorona.

Quero saber se você é capaz de ficar sozinho consigo mesmo e se realmente gosta da sua companhia nos momentos vazios.

 

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