O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Nosso chamado à aventura num natal de anos atrás

capa

Um dia, Cristina emprestou para a Bia um livro muito amado: O jardim sagrado – a dimensão espiritual da vivência feminina. Era um tema que interessava às duas, que desenvolviam estudos nas áreas de mitologia e feminino. Em relação ao sagrado, Beatriz já peregrinou por várias vertentes religiosas, e Cristina tem um ponto de vista que tende mais para o psicológico, sob uma ótica junguiana. Beatriz levou esse livro para as férias de final de ano.

Então, de repente, apareceu um nódulo em seu braço, que teve um primeiro diagnóstico sombrio. Ela passou por uma inesperada cirurgia, e o tumor acabou se revelando benigno. Passado o susto e a incerteza de viver algumas semanas com a cruz acima da cabeça (e, talvez, também por causa disso), ela fez uma proposta ousada para a Cristina:

– Por que não tentamos fazer a mesma coisa que as autoras desse livro, aqui e agora? O que será que podemos descobrir sobre as vivências femininas do sagrado, aqui em São Paulo, mais de vinte anos depois delas?
Cristina se surpreendeu:
– Em 2003, tentei fazer um trabalho parecido (e tendo como base o livro O jardim sagrado, acredite) com outra pessoa. O foco seriam as executivas, as mulheres e as carreiras, mas visando às histórias de vida. A gente até se reuniu algumas vezes, mas não vingou… Em tudo, na minha vida, tudo, sempre fui eu que “puxei”, propus, convidei…Então, você pode imaginar minha surpresa, meu prazer, minha alegria, quando você fez a proposta desse trabalho??? Para mim, ele já nasceu abençoado.

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