O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Nossa Senhora Aparecida, maravilhosa Madona Negra

Madona Negra da Abundancia é como a autora desse livro chamou Nossa Senhora Aparecida. Seja vista como uma Mãe divina, um arquétipo ou uma imagem sagrada,  Ela pode nos inspirar a integrar a sombra coletiva nacional e a conciliar os opostos tão polarizados hoje em dia. Os trechos abaixo, que já publicamos aqui de forma mais extensa, são do livro escrito pela psicóloga junguiana Lucy Penna, que recomendo muito.

“Aparecida é uma Madona Negra, um arquétipo que pertence ao inconsciente coletivo há milênios. Seus atributos positivos são criatividade, energia telúrica, força emocional, inclusividade materna, aceitação do mistério bem como sabedoria para dar luz aos conteúdos inconscientes.

Os atributos negativos da Madona Negra se revelam quando uma pessoa ou um grupo social reprimem a expressão do inconsciente, desprezando os símbolos, os sonhos, a imaginação, a intuição. Então, a sexualidade e a agressividade tornam-se descontroladas. A violência irrompe sob qualquer pretexto e a sexualidade adultera-se pela obscenidade sombria, porque os instintos estão pervertidos.

Mas a identidade da Madona Negra revela-se no poder de conciliar os opostos: “A atividade criativa da Madona Negra é sua Face por excelência, que está ancorada no centro da Terra como um Sol Negro”. O Sol Negro é um símbolo da Sombra coletiva, um arquétipo do lado escuro da humanidade, acessível àqueles que são iniciados no auto-conhecimento. Como resultado dessa iniciação, a Sombra pode ser transformada, e sua energia liberada mediante o auto-sacrifício de toda intenção egocêntrica e egoísta”.

 

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