O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Muitas mulheres têm medo do poder das mulheres, afirma Clarissa Pinkola

Por que a ideia do poder feminino assusta tantas mulheres, mesmo algumas envolvidas com atividades do feminino? Até a palavra “empoderamento”  foi vendida como cafona, errada… por quê? Por quem? E com que objetivo? Detalhe: o poder feminino não é igual ao masculino, não por ser mais fraco e sim por ser mais completo, já que ele tem outra natureza, que é a natureza selvagem que não elimina o amor, a magia, o prazer e a alegria. Veja o que diz a grande Clarissa sobre tudo isso:

“A ogra, a bruxa, a natureza selvagem e quaisquer outras criaturas e aspectos que a cultura considera apavorantes nas psiques das mulheres são exatamente as bênçãos que elas mais precisam resgatar e trazer à superfície.

Boa parte da literatura sobre o tema do poder das mulheres afirma que os homens têm medo desse poder. Sempre tenho vontade de protestar, “Pelo amor de Deus! São tantas as mulheres que têm, elas mesmas, medo do poder das mulheres.”

É que as antigas qualidades e forças femininas são imensas e causam espanto. É compreensível que, na primeira vez que se deparam pessoalmente com os Antigos Poderes Selvagens, tanto os homens quanto as mulheres lancem um olhar ansioso e dêem o fora; tudo o que se vê deles são patas que voam e rabos assustados.

Se quisermos que um dia os homens cheguem a aprender a suportar esse encontro, então sem sombra de dúvida as mulheres têm de aprender a suportá-lo. Se quisermos que os homens um dia cheguem a compreender as mulheres, elas próprias terão de lhes ensinar as configurações do feminino selvagem.

Baba Yaga, a Mãe Selvagem, é a mestra que podemos consultar nesses casos.

Ela instrui o ordenamento da casa da alma. Ela infunde uma ordem alternativa no ego, uma ordem em que a magia pode acontecer, a alegria pode ser criada, o apetite permanece intacto, as tarefas são realizadas com prazer. Baba Yaga é o modelo para sermos fiéis ao Self. Ela ensina tanto a morte quanto a renovação”.

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