O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Madonas Negras: Nossa Senhora Aparecida


A historia da nossa Madona Negra começou em outubro de 1717, época do ano que não tinha peixes no rio Paraíba, quando dois pescadores rezaram à Virgem para conseguir alguns. Estavam  quase desistindo quando um deles lançou a rede e veio o corpo sem cabeça de uma Nossa Senhora. Lançando de novo, o pescador apanhou na rede a cabeça, envolvida num lenço, da mesma estatueta.   Depois disso, eles apanharam tantos peixes que, reza a lenda, ficaram com medo do barco afundar com o peso.   

A devoção à Santa foi crescendo e as pessoas começaram a contar vários fatos extraordinários sobre ela, como luzes que se acendiam e apagavam sem intervenção humana. Logo vieram os milagres, como uma menina cega que voltou a enxergar, um menino salvo de correnteza no rio, um homem salvo de uma onça, e outros.   

 Em 1930, Nossa Senhora da Conceição Aparecidafoi proclamada Padroeira do Brasil pelo Papa Pio XI. Sua estátua de 40 cm de altura é reproduzida no país e fora dele. Ela é querida no Brasil inteiro e sobrevive a insultos, agressões e intolerância que incoerentemente e infelizmente continuam existindo até entre os que pregam religiões de amor.  Passei por sua Basílica certa vez e lembro com gratidão dessa experiência.
A Cris comentou comigo sobre a força dessa imagem do Papa Francisco com ela nas mãos. 
Repare:  altos representantes de uma Igreja comandada apenas por homens,  vestidos em roupas imaculadamente brancas, segurando em louvor uma imagem do feminino sagrado, Virgem e Negra. 
Assim Ela, eles  e nós somos unidos num ato sagrado da mais profunda beleza e humanidade, além das contradições e no melhor de nós mesmos.  
texto de Beatriz Del Picchia

2 comentários

  1. Que coisa linda! e salve as Virgens negras! Bjs

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