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Há muito preconceito contra lésbicas

Círculo de Mulheres

“Eu cheguei à conclusão de que o preconceito internalizado é o mais difícil de lidar. É preciso trabalhar anos e anos para ir se livrando dessa carga.

E a pessoa que não assume a sua sexualidade não tem com quem conversar. E se não ilumina a si mesmo e à sua identidade, em geral tem uma vida emocional podrérrima, muitas vezes atrai as piores parceiras. Fica com uma mulher abusiva, ciumenta, que não deixa isso, aquilo… E fica também sem parâmetro: não sabe o que é abuso e o que não é, se alguma coisa é normal ou não. Se está numa relação só de duas pessoas e não consegue consultar o entorno, é muito difícil saber.

A mulher que se cerca de amigas com quem conversa francamente fica muito menos sujeita a viver isso. Também há as mulheres lésbicas que se auto isolam porque não se assumem. Quem fica muito trancada gasta energia se escondendo e inventando história para parente em vez de usar essa energia para avaliar o relacionamento, ou procurar outro, ou procurar emprego. Então, a chance de virar uma meleca é imensa!”

Depoimento de Laura Bacellar no livro Círculo de Mulheres – as novas irmandades

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