O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Uzume fala


Que a lição que a deusa japonesa Uzume perpasse o ano de 2018!

Temos que aceitar que nosso controle sobre a nossa vida é limitado e que a vida não está contra nós ou a nosso favor, não somos suas vítimas. É somente a vida, e as coisas acontecem sem que o que pensamos ou queremos seja levado em conta. Cabe a nós responder aquilo que ela nos traz, e nisso podemos escolher ser felizes ou infelizes.
Se escolhermos a via da amargura ou da pena de nós mesmas, tudo o que acontecer vai cair nesse buraco e teremos esse olhar pessimista para seja lá o que for.
Se, ao contrário, escolhermos a via do riso, da irreverência, do bom humor, como Uzume, isso não nos livrará da tristeza, mas não a habitaremos em definitivo.
A postura de buscar a alegria de viver – o que não significa nos tornarmos donas de óculos cor-de-rosa eternos, que só nos fazem ingênuas e tolas – pode ser um dos agentes mais transformadores e curativos que existem, além de ter um componente contagiante tão ou mais forte que a amargura e o pessimismo. Assim como podemos trazer ao nosso redor escuridão e frio, podemos trazer luz e calor.
Saber rir de nós mesmas, sem ter vergonha, sem nos sentirmos diminuídas e mantendo a autoestima, é um dos grandes sinais de maturidade emocional. É não se levar tão a sério, enxergar e aceitar a vida, mesmo quando difícil, com mais serenidade. É saber que somos poeira de estrelas no pequeno sentido, quando nos sabemos poeira, e no grande sentido, quando nos sabemos estrelas.

Trecho do livro “O Legado das Deusas”

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