O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Livros e tapetes voadores


Em 2010, 4 meses depois do lançamento do meu livro e da Bia – O FEMININO E O SAGRADO – fiz esse desenho e escrevi um post dizendo que esse livro tinha se tornado um tapete voador para nós duas. Ele tinha nos levado para palestras/conversas/diálogos em lugares nunca imaginados. Tínhamos recebido e-mails (nessa época as redes sociais ainda não eram o que são) de gente de tudo quanto era lugar do país dizendo o quanto o livro as tinha impactado. Conhecemos mais pessoas nesses 4 meses que nos últimos 4 anos e assim por diante.
Hoje quase 8 anos depois tudo isso se multiplicou e se expandiu: nossa vida, minha e dela, se ampliou depois desse livro, ele nos levou e continua levando para “paragens distantes e inimaginadas”!
Mas hoje quero falar do meu livro solo – O LEGADO DAS DEUSAS – e da “viagem” que ele vem me proporcionando. Quando o escrevi pensei especialmente num público adulto e feminino, que gostasse da pegada da relação mito/psicologia, numa base junguiana. Não é um livro para especialistas – longe disso – a intenção era que servisse de reflexão para qualquer mulher que quisesse pensar sobre a condição feminina na atualidade. Ele vem fazendo isso, me parece, pelos feedbacks que recebo de leitoras, mas ele tomou alguns rumos surpreendentes.
Em primeiro lugar, logo que foi lançado, muitas pessoas começaram a dizer que estavam usando como oráculo: abriam uma página ao acaso e liam o mito e a lição da deusa, como se fosse um tema a ser trabalhado no dia. Até que uma pessoa falou para mim e para minha amiga/editora Lizandra que estava pensando em tirar cópia dos meus desenhos das deusas, plastificar e transformar num baralho. Aí a Lizandra falou: “não, é a Pólen que vai fazer isso” e o baralhinho surgiu – ele nasceu depois do livro.
Mas, mais uma surpresa o livro nos preparava. Primeiro uma garotinha de uns 5 anos disse, numa feira de livros em que a Lizandra estava, que esse era o livro que ela mais gostava. E a mãe corroborou dizendo que ela tirava uma carta do baralho todo dia para que a mãe lesse para ela a história daquela deusa. E numa palestra que dei uma garotinha de uns 6 anos que amou o livro me disse que ia pedir para a professora ler as histórias na sua classe. Garotinhas??? Uau, que honra ter essas leitoras, que mesmo sem ainda saber ler, gostam do meu livro!
E agora, logo após a Feira de Livros da USP a Lizandra me falou que vários professores do ensino médio e fundamental compraram meu livro para usar em sala de aula. E até professores do ensino infantil. Nunca pensei nessa possibilidade, mas fiquei tão feliz! A gente lança um livro “no mundo” mas nunca sabe aonde ele vai chegar.
Livros e tapetes voadores são realmente objetos mágicos!

1 comentário

  1. Ana disse:

    Cris, que lindo, estou emocionada!!!!

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