O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

A difícil questão dos limites


No nosso último Encontro de Mitologias do Feminino, que aconteceu no último sábado tratamos da Deusa egípcia Sekhmet – a deusa com cabeça de leoa e o corpo de mulher. Sekhmet que significa poderosa é uma Deusa Guardiã – ela protege os limites entre as terras férteis do Nilo e o deserto.
Conversamos/debatemos sobre a difícil questão dos limites, especialmente para nós mulheres, socializadas por essa cultura que coloca como um dos nossos papéis principais a responsabilidade de cuidar seja dos outros, seja das relações.
Falamos de como definir, proteger e aceitar LIMITES, em 5 aspectos:

Aprender a respeitar nossos limites físicos e psicológicos / PROBLEMA: complexo de supermulher, vício da perfeição, culpa, hybris.

Saber colocar limites aos outros e as suas demandas/ PROBLEMA: quebrar imagem de pessoa bacana, agradável, boa moça, frustrar os outros, aguentar a rejeição e a censura, não querer magoar, abdicar da necessidade de ser sempre querida, medo e culpa (especialmente de quem se é próximo: filhos, marido/namorado, pais).

Aceitar os limites que a vida nos impõe/ PROBLEMA: achar que pelo nosso controle, planejamento, esforço e desejo podemos “mandar” na vida, infantilidade e hybris.

Aceitar os limites que o outro tem ou nos impõem/ PROBLEMA: achar que sabe melhor que o outro o que é bom para ele, querer que ele queria o que nós queremos, achar que pelo nosso amor a “pessoa vai mudar”.

Expandir nossos limites, saber distinguir o que são limites reais e quais são auto impostos e desses buscar quebra-los, expandindo nossa possibilidade de ser/ PROBLEMA: ter autoconhecimento para poder saber disso, ter coragem e ousadia para ir além da zona de conforto.

Que Sekhmet nos ajude!

1 comentário

  1. Flavia disse:

    Divino! Todas nos precisamos trabalhar nossos limites!

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