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Constelação Familiar: quando a Psicologia dá as mãos à Física Quântica

“ É possível, em alguns momentos, numa roda de amigos a gente se dar as mãos e tentar humanamente, precariamente, singelamente, traduzir um pouco do que é a imensidão do inconsciente…. Pessoas sensíveis em torno podem nos ajudar, ensinar uma técnica para lidar com isso em forma de ações mais conscientes.”

Assim fala Leticia Sabatela no video abaixo, de uma forma um pouco confusa mas emocionada, de sua experiencia com a Constelação Familiar. Você sabe o que é isso?

Constelação familiar é uma técnica, criada pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, através da qual pode-se tentar localizar e remover dificuldades decorrentes de confusões nos sistemas familiares: sem ter consciência, a pessoa pode estar repetindo padrões neuróticos, bloqueios ou problemas emocionais mais relacionados a seu grupo familiar que à sua própria história pessoal.

O método surgiu a partir de observações de Hellinger sobre padrões de comportamento que se repetem nos grupos familiares ao longo de gerações. Analisando as histórias familiares, ele descobriu que muitos problemas, dificuldades e mesmo doenças de seus clientes estavam ligadas a destinos de membros anteriores de seu grupo familiar.

E deparou-se com um fenômeno: que uma pessoa estranha, convocada a representar um membro da família, passa a se sentir exatamente como a pessoa a qual representa, às vezes reproduzindo, de forma exata, sintomas físicos da pessoa a qual representa, mesmo sem saber nada a respeito dela.

Esse fenômeno, ainda muito pouco compreendido e explicado, já havia sido descrito anteriormente por Levy Moreno, criador do psicodrama. Ele também está ligado à teoria dos “campos morfogenéticos” formulada pelo biólogo britânico Rupert Sheldrake e em conceitos da Física Quântica como, por exemplo, a não localidade. Assim, mais uma vez a Psicologia dá as mãos à Física.

O método tem tido inúmeros resultados positivos, embora alguns críticos advirtam que ele pode agravar casos de indivíduos com psicopatologias graves. E, como sempre, é importante avaliar e ter boas referências do profissional que o dirige.

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