O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Patchworks feitos em círculos de mulheres colorem o mundo

LUzLua

As ilustrações dessa página são alguns dos lindos patchworks que ví numa exposição da Feira Mega Artesanal da Imigrantes. Com curadoria de Cíça Mora  (no facebook), mulheres de todo Brasil trabalharam neles durante um ano em cima da proposta: Vamos colorir o mundo.

 Mesmo geograficamente separadas, elas estão reunidas num invisível círculo de intenção e arte.

reminiscenciasE círculos de mulheres transformam o mundo: cada mulher em cada círculo que se transforma através de sua experiência nele leva estas mudanças para outras relações”, diz Jean Shinoda Bolen em O Milionésimo círculo, livro de onde tirei os trechos abaixo e que já recebeu uma resenha aqui.havia um bosque 2

Juntas nós colorimos o mundo com arte, artesanato, contação de histórias, estudos e pesquisas, troca de ideias e de afetos, empoderamentos mutuos, intenções compartilhadas…    

 “O Círculo é um princípio e também uma forma. Ele age contra a ordem social, a compartimentalização superior/inferior, a hierarquia que compara uma mulher às outras.

Para um Círculo de mulheres ser Sem título-1seguro, ele precisa ser um útero para novas possiblidades, onde a mulher e seu sonho possam ser sustentados quando ainda estão com contornos pouco nítidos e ainda no escuro.

Quando a psique de uma mulher está gestando uma ideia do que poderá ser feito ou do que poderá tornar-se, ser ridicularizada aborta o que poderia emergir, a indiferença o mata de inanição. 

Um Circulo seguro sustenta, em confiança, o sonho daquilo que poderá vir a ser e alimenta a possibilidade.

A conexão com o centro é sentida intuitivamente, é puramente subjetiva.

Em silêncio ou cantando ou murmurando, cada mulher se conecta com o seu próprio centro e com o centro do círculo e percebe-se tanto coDedode deusmo um raio da roda quanto como o aro. Uma parte invisível da roda, conectada com todas as outras do círculo através do centro. Isto é que torna o círculo um espaço sagrado. Isto é o que faz com que as mulheres nele, mesmo que estranhas no começo, sintam-se em casa.

Cada mulher, em cada círculo, que se transforma através de sua experiência nele, leva estas mudanças para outras relações. Até que, em um determinado dia, um novo Círculo se formará e ele será o Milionésimo Círculo – aquele que faz a diferença – e nos levará a uma era pós-patriarcal.”

Jean Shinoda Bolen, O Milionésimo Círculo

1 comentário

  1. Sueli marchi disse:

    Artistas maravilhosas!!!

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